Da adolescência guardo as gargalhas soltas, sem vergonha, sem culpa e sem medo de serem proferidas ao mundo, guardo os amigos, os discos, filmes e livros que me proporcionaram descobertas, bom gosto e a solidez nas relações humanas. Dela preservo a vontade de ir além, de conquistar as coisas impossíveis, de nutrir sonhos absurdos e o imprevisto que é nascer de carne e osso, é essa inconstância de sentimentos, de nem todos os dias serem iguais ou efusivamente satisfeitos para nós que descobrimos na adolescência a nossa humanidade exorbitante.

Comentários
Postar um comentário