Eu não sou linear. eu não quero rótulos nem roteiros prontos, não existe começo nem fim em mim.
Eu existo. Não sou produto, sou só coração. Vivo em um meio que me parece eterno.
A questão é que não adianta chamar, gritar… Quando alguém está perdido tem que tentar se procurar, se encontrar. Uma epifania materializada em dor e arrependimento. Uma sensação tão forte de estupidez, um lapso de incoerência. Quem era eu? O que eu achava que estava fazendo? E que sentimentalismo todo é esse? Repentinamente, como um flash que te cega, as respostas vieram e veio também aquele baque surdo quando se cai de muito alto. As novas conclusões só fariam sentido quando a dor da queda passasse, mas era tão necessário esse golpe de lógica para me fazer pensar e rever atitudes. Manter o equilíbrio entre o real e o abstrato, saber identificar a ficção da minha mente e o que acontece de fato. O mais importante é que agora eu sei onde está o lado da verdade e consegui fugir das armadilhas da minha mente; aquelas grades transparentes agora são tangíveis e não me amedrontam mais. Então, dito tudo isso, a partir de agora juro solenemente que não mais agirei dessa forma. Pelo meu próprio bem e pela minha saúde mental.

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